Seu filho é daqueles que passam horas no sofá assistindo TV, jogando videogame ou diante do computador? Se na maioria das vezes ele escolhe esse tipo de passatempo ao invés de gastar energia em uma brincadeira mais dinâmica, é sinal de que algo precisa mudar.

A prática de atividades físicas — especialmente esportes — tem papel importante no desenvolvimento motor, cognitivo, físico e social de crianças e adolescentes, além de prevenir doenças. São muitos os benefícios. Listamos alguns deles.

Menos TV e internet: veja oito benefícios das atividades físicas para crianças e adolescentes

A prática de esportes e exercícios ajudam no desenvolvimento motor, cognitivo, físico e social
  • 01
    Ajuda a incorporar hábitos saudáveis

    A infância é a fase da vida mais importante para se estabelecer hábitos — portanto, é bom reforçar os positivos. “Em geral, adultos ativos praticaram esporte quando pequenos ou tiveram um professor de educação física que foi muito importante e estabeleceu essa relação de afeto com as atividade físicas”, explica Anelise Reis Gaya, doutora em Atividade Física e Saúde e coordenadora do Projeto Esporte Brasil (Proesp-Br), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

  • 02
    Desenvolve a coordenação motora

    “Para se desenvolverem plenamente, as crianças precisam adquirir proficiência em uma série de habilidades fundamentais, como correr, chutar, arremessar e lançar”, explica Guilherme Menezes Lage, doutor em Neurociências e coordenador do Núcleo de Neurociências do Movimento (NNeuroM) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ao praticar esportes, os pequenos executam esses e outros movimentos de forma repetida e natural, o que se reflete em ganhos motores.

  • 03
    Aprimora a cognição

    Crianças e adolescentes fisicamente ativos têm o raciocínio estimulado, o que se reflete em um melhor desenvolvimento cognitivo. “Durante um jogo, o jovem precisa tomar decisões rápidas e fazer várias atividades e movimentos ao mesmo tempo. Existem estudos, inclusive, que demonstram uma melhora da plasticidade cerebral daqueles que não são sedentários”, destaca a coordenadora do Projeto Esporte Brasil.

  • 04
    Estimula a convivência em grupo

    O esporte é um importante fator de integração na idade infantil. Por meio dele, crianças melhoram a autoestima, aprendem a conviver em grupo e até a desenvolver características de liderança. “Durante a prática de atividades coletivas, elas vão vivenciar momentos em que precisam vencer a timidez e se posicionar frente ao grupo”, afirma Lage.

  • 05
    Combate a obesidade infantil

    A obesidade infantil está associada à má alimentação e à falta de gasto energético nessa fase da vida. “A Organização Mundial da Saúde determina que crianças e adolescentes façam ao menos uma hora de exercícios por dia, mas apenas uma pequena parcela segue essa recomendação. E o sobrepeso nessa etapa pode trazer vários outros problemas no futuro”, enfatiza Anelise.

  • 06
    Ensina a respeitar regras

    Ao praticar esporte, a criança e o adolescente aprendem a lidar com regras e a respeitá-las. Se a modalidade for coletiva, eles também terão de conviver com hierarquia, nas figuras do técnico e do capitão de equipe, por exemplo. Além disso, os valores éticos e morais envolvidos permitem a aquisição de juízo crítico. “O esporte contribui para a socialização por meio da compreensão do significado de cooperação, respeito e disciplina”, enumera o coordenador do Núcleo de Neurociências do Movimento.

  • 07
    Prepara para lidar com frustrações

    O esporte tem o poder de reproduzir algumas situação que os pequenos terão de enfrentar fora das quadras. “Disputar, ganhar, perder, seguir lutando mesmo quando há adversidade. Tudo isso contribui para o amadurecimento da crianças enquanto indivíduo”, aponta Anelise.

     

  • 08
    Diminui o risco de doenças mentais

    O exercício físico é um ótimo recurso no tratamento de crianças com transtornos do desenvolvimento, tais como o déficit de atenção e dislexia. “Em vários casos, a atividade individual pode ser uma porta para que futuramente  elas sejam inseridas em atividades com maior demanda social”, aponta Guilherme Menezes Lage.