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9 instrumentos musicais que movimentaram fortunas

Além de encantar plateias com seus acordes, instrumentos musicais costumam despertar a cobiça de músicos e colecionadores. Alguns fatores podem valorizá-los ainda mais: a assinatura do fabricante, a excelência artesanal, o estado de conservação, as mãos pelas quais passaram e o tempo longe de um pregão, por exemplo. Na lista abaixo estão nove “tesouros”, não só pelas fortunas que movimentaram, como pela história que carregam.

Violino "The Hammer"

Procedência: Itália, 1707.
Valor estimado/Última Cotação: US$ 3,5 milhões (2006)

Considerado o grande mestre da confecção de instrumentos, Antonio Stradivari produziu peças únicas. Os famosos violinos Stradivarius são até hoje muito disputados. Este pertenceu inicialmente a Christian Hammer, um joalheiro da corte da família real da Suécia do século 19 e respeitado colecionador da época. Passou também pelas mãos do violinista norte-americano Bernard Sinsheimer e, nos anos 1990, pertenceu à violinista japonesa Kyoko Takezawa, então no auge de sua carreira. Em 2006 foi arrematada em pregão com um dos lances mais altos em eventos do gênero até então.

Viola "MacDonald"

Procedência: Itália, 1717.
Valor estimado/Última Cotação: US$ 45 milhões (2014)

Antonio Stradivari cravou sua assinatura em apenas dez violas – o que já justifica a cotação recorde. Além disso, ela foi fabricada no auge da trajetória do luthier (fabricante de instrumentos). Originalmente comprada pelo Marquês de Parma, também frequentou o acervo do Barão Macdonald III e da gravadora Philips, que a cedeu ao violinista Peter Schidlof, do Quarteto Amadeus, por 23 anos. Quando a família do músico decidiu colocá-la em pregão, em 2014, sua descrição exaltava a "conservação, beleza e qualidade musical".

Violoncelo "Condessa de Stanlein, Paganini"

Procedência: Itália, 1707.
Valor: US$ 6 milhões (2012)

Mais um instrumento com o selo Stradivari de qualidade. Após passar brevemente pelas mãos do lendário compositor italiano Niccolò Paganini e do casal Stanlein, o instrumento durante mais de 50 anos reverberou o talento de Bernard Greenhouse, um dos fundadores do Beaux-Arts Trio. Após sua morte, a família decidiu leiloá-lo e obteve um expressivo montante, desembolsado por uma autointitulada "patronesse das artes" canadense. Desde então, o instrumento é tocado pelo prodígio Stéphane Tétreault.

Violino "The Vieuxtemps"

Procedência: Itália, 1741.
Valor estimado/Última Cotação:US$ 16 milhões (2014)

A peça confeccionada por Giuseppi Guarneri combina até hoje incrível sonoridade e esmero artesanal. Não à toa, após pertencer ao acervo do compositor Henri Vieuxtemps, também foi empunhada por dois solistas consagrados mundialmente: Yehudi Menuhin e Pinchas Zukerman. Passados quase 280 anos, ainda pode ser vista nos principais palcos do mundo, agora sob os cuidados da violinista norte-americana Anne Akiko Meyers. Trata-se, porém, de um "empréstimo vitalício": a identidade de seu atual proprietário é desconhecida.

Violoncelo "Ex-Huxham"

Procedência: Itália, 1783.
Valor estimado/Última Cotação: US$ 2,13 milhão (2018)

Giovanni Guadagnini foi um dos luthiers mais importantes de seu tempo. Confeccionou cerca de 40 violoncelos, que primavam não só pela qualidade do som, como pelo formato mais compacto do que os dos modelos habituais. Esta é uma das últimas peças que produziu, já aos 72 anos. Figurou em coleções importantes como as de Charles Tunsch, Sydney Huxham e, no início dos anos 2000, pertenceu ao maestro e violoncelista russo Mstislav Rostropovich. No ano passado, foi arrematado em leilão.

Piano "Casablanca"

Procedência: Estados Unidos, 1927.
Valor: US$ 3,4 milhões (2014)

Desta vez, os dígitos a mais devem-se à referência cinematográfica. O instrumento compôs o cenário de filmagem do clássico Casablanca (1942) e aparece em uma de suas cenas mais famosas, quando os atores Humphrey Bogart e Ingrid Bergman interpretam As Time Goes By. O modelo possui apenas 58 teclas, 30 a menos do que os modelos atuais. Isso não impediu o atual proprietário de investir uma fortuna para poder ficar com a relíquia.

Flauta nº 365

Procedência: Estados Unidos, 1939.
Valor estimado/Última Cotação:US$ 414 mil (2014)

Verne Powell era um obstinado fabricante de flautas. Começou com a prata – moedas, caixas de relógio e até talheres viravam matéria-prima –, passou ao ouro e, por fim, à platina, escolhida para este exemplar. Exibido pela primeira vez um uma feira de Nova York (com direito a redoma de vidro e guardas ao redor), pertenceu a solistas de importantes orquestras norte-americanas, como William Kincaid e Elaine Schaffer, e ao colecionador Stuart Pivar. Atualmente, de volta a solo nova-iorquino, está no Metropolitan Museum of Art.

Piano Steinway, Modelo 'Z'

Procedência: Alemanha, 1970.
Valor estimado/Última Cotação: US$ 1,45 milhões (2000)

À primeira vista é um modelo simples, em que prevalecem aspectos de sua fabricação original, como o design plano. Seu valor histórico, porém, é imenso. O piano foi comprado na fábrica por ninguém menos que John Lennon – e serviu para a composição de um dos maiores clássicos de todos os tempos: a canção Imagine, em 1971. Arrematado em leilão pelo astro pop George Michael, foi utilizado em estúdio na gravação do álbum Patience (2004) e posteriormente doado pelo próprio cantor ao Museu dos Beatles, em Liverpool.

Guitarra Fender Stratocaster "Reach Out to Asia"

Procedência: Estados Unidos, 2005.
Valor estimado/Última Cotação: US$ 2,7 milhões (2006)

Modelos autografados costumam ter um bom valor de mercado e, neste caso, a quantidade de assinaturas ilustres – entre elas as de Paul McCartney, Mick Jagger, Sting, Eric Clapton, Brian May (Queen), Jimmy Page (Led Zeppelin) e Pete Townshend (The Who) – levou o preço desta guitarra às alturas. A causa, por sinal, era das mais nobres: um leilão destinado a arrecadar fundos em prol das vítimas do tsunami no Oceano Índico, ocorrido em 2004.