Especialistas falam do protagonismo das mulheres negras e da saúde nas favelas

dezembro 24, 2021

O racismo tem efeitos evidentes na saúde da população negra. Quem faz essa afirmação é a assistente social e doutora em Saúde Pública Maria Inês Barbosa. Diante de fatores históricos e da atual condição do País, a pesquisadora reforça que é preciso considerar esse fator na formulação de políticas públicas. “Ser mulher, negro, indígena e pobre impacta nas condições de nascer, viver, adoecer e morrer”, diz a assistente social.

Até agora, avalia Maria Inês, os movimentos de mulheres negras — e o movimento negro em geral — foram os que mais desenvolveram estudos e estratégicas para a saúde dessas populações no Brasil.

Fabiana Pinto, sanitarista, pesquisadora e integrante do projeto Mulheres Negras Decidem, concorda que o aumento da participação de mulheres negras na política tem sido fundamental para o aprimoramento de políticas públicas de saúde. Mas a presença de mulheres no ambiente político, ainda é pequena. “Os primeiros projetos de lei para criar uma fila única para os leitos de UTI no início da pandemia são de mulheres negras”, conta Fabiana.

Clique aqui para ler as entrevistas com as duas especialistas, dentro do projeto Expresso na Perifa, realizado pela 99 em parceria com o Estadão Blue Studio.

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