Open Finance promete transformar o sistema financeiro

abril 4, 2022

O Open Finance chega ao mercado com a promessa de transformar o sistema financeiro brasileiro e de trazer uma oferta maior de produtos e serviços com preços mais competitivos. Isso ocorre a partir do compartilhamento das informações cadastrais e financeiras dos consumidores.

O sistema permite às instituições não só compreenderem melhor as necessidades de seus clientes, como também facilita a criação de ferramentas que ajudem a organizar as finanças. Além disso, será possível elaborar ofertas personalizadas, por exemplo, atendendo melhor as necessidades do cliente. Dentre muitas outras possibilidades.
“A expectativa é que o novo formato gere várias mudanças positivas na vida dos brasileiros, para todos, independentemente da faixa de renda. A tendência é de que o novo sistema simplifique o dia a dia das pessoas, tornando-o mais prático e empoderando os indivíduos, que assumem o total domínio sobre os seus dados”, analisa o gerente de Open Finance da TecBan, Rogerio Melfi.

Mudanças benéficas

O Open Finance deve também alterar a forma como o setor financeiro executa os seus diferenciais competitivos, sobretudo no quesito da experiência do usuário.

“Um exemplo bem interessante é o compartilhamento, por parte dos bancos, de informações públicas, tais como a localização de suas agências e os valores e taxas dos seus produtos e serviços por meio de APIs. Isso tornará possível a criação de aplicativos que agreguem todas essas informações em um único local”, acrescenta.

Mas como isso funcionará de forma prática? Em linhas gerais, os usuários não precisarão mais acessar diversos sites das instituições financeiras para pesquisar e comparar os custos dos produtos e serviços bancários ou para descobrir o local de atendimento mais próximo.

As informações estarão listadas em um só lugar, facilitando o acesso e a comparação de valores. “As instituições financeiras precisarão desenvolver novos diferenciais competitivos para reter seus clientes”, diz Melfi.

Evolução

O Open Finance entrou efetivamente em cena em dezembro de 2021, quando passou a valer a quarta fase do domínio do Open Banking. A partir daí, o mercado de seguros também integrou as adequações regulatórias, sob a direção da SUSEP.

“O projeto do Open Finance tem como objetivo tornar acessível a todos os brasileiros diversos produtos financeiros que hoje podem estar restritos a determinadas faixas de renda. Especialmente aquelas com emprego formal e comprovação de renda”, explica Melfi.

Segundo o gerente da TecBan, surgirão produtos personalizados que levarão em conta a realidade de cada pessoa e não mais um segmento definido com base em renda. “Poderemos ver em um futuro próximo empréstimos usando dados bancários pessoais de diversas instituições, produtos de seguros com preços dinâmicos com base em dados bancários, aplicativos automatizados de micro poupança e micro investimento, análises de crédito mais apuradas, entre outras oportunidades”.

Mais inovação

A ideia é que o conceito “Open” ganhe ainda novos significados no mercado a partir do fato de o consumidor passar a ser dono de seus próprios dados. Aliás, essa é uma realidade que não se aplicará apenas ao sistema financeiro, acredita o executivo.

“O movimento começou mundialmente no setor financeiro, o conhecido Open Banking, mas não há qualquer razão para que ele seja restrito. O conceito da abertura de dados via APIs padronizadas pode ser transposto a outros mercados, o que cria oportunidades de inovação e novos produtos em diversas frentes. É o que já é conhecido como Open Finance”.

Por sua vez, o Open Insurance, destinado ao mercado de seguros, é uma das vertentes que surge no Brasil com base nos mesmos princípios do Open Banking. “O que está sendo construído e implementado agora é a fundação para que todos vejam a gestão de suas informações pessoais de forma diferente. É provável que elas se expandam naturalmente, alcançando outros setores, como saúde e utilities“.

A expectativa é ver, em breve, o Open Everything, tendo uma abertura autorizada de informações de forma mais ampla, apresentando a integração como um de seus principais ganhos. Afinal, dados eventualmente isolados podem representar um ativo importante para outro modelo de negócio.

Essa etapa significa um avanço, pois fala diretamente com o potencial de uma jornada disruptiva, tanto para os usuários quanto para as empresas envolvidas. “Um ecossistema mais integrado facilita a inovação, a entrada de novos players e abre um leque de possibilidades difíceis de mensurar. Já vemos isso em estado embrionário no mercado financeiro, que tem conversado seriamente sobre as agendas de inovação que devem guiar o mercado assim que os marcos regulatórios do Open Finance estiverem plenamente em vigor”.

Trabalho sério

As novidades que se tornaram realidade e as que estão por vir são estudadas e trabalhadas pela TecBan há alguns anos. As discussões e implementações do Open Banking, por exemplo, já ingressaram no repertório da companhia desde 2018, quando a implementação do compartilhamento de dados se tornou tema comum em outras partes do mundo.

“Esse processo envolveu a aproximação com alguns dos principais especialistas do tema, como a Ozone, empresa responsável pela criação do sistema utilizado como sandbox regulatório pela Entidade de Implementação do Open Banking (OBIE) no Reino Unido, e com quem formamos uma parceria bem-sucedida”, informa o executivo.

O principal resultado dessa parceria foi o lançamento da plataforma de Open Finance da TecBan, cujo objetivo é facilitar a implementação, pelas instituições participantes, do novo sistema aberto, reduzindo os custos de integração.

“Outra vantagem de nossa plataforma é que ela é completamente escalável e adaptável. Assim, com o avanço do Open Insurance, também estávamos preparados para atender ao mercado. Estamos falando da primeira plataforma do mundo que permite o tráfego de dados tanto de Open Banking quanto de Open Insurance. Ferramentas e plataformas do gênero cumprem um papel essencial, caso o mercado caminhe para o sentido de Open Everything”, finaliza o gerente de Open Finance na TecBan.

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