Entenda os impactos da transformação digital na mobilidade

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setembro 16, 2021

Por Agência 99

Acordar todos os dias no mesmo horário com a ajuda do despertador, tomar café da manhã cronometrado, isso sem falar no banho. Principalmente para quem depende de transporte público, a rotina sempre se fez necessária. Afinal, é preciso pegar o ônibus na hora certa para chegar ao metrô e, consequentemente, não se atrasar para o trabalho, a escola ou outro compromisso.
Há algum tempo, porém, esse cenário apresenta transformações ou, ao menos, facilidades. Principalmente com a chegada dos smartphones, a mobilidade evolui em uma velocidade cada vez maior.
Quer saber o horário e o itinerário dos ônibus? Só consultar na internet. E o melhor caminho para seguir do metrô até o destino final? A informação também é facilmente encontrada na web. Acidente no trânsito e rota alternativa? Certamente já sabe onde encontrar.
Embaladas pela transformação digital, as mudanças criam facilidades para o dia a dia, assim como buscam democratizar o processo de locomoção. Para os especialistas, aliás, essa transformação continuará por muito tempo.
Os carros por aplicativo são um dos pontos mais fortes nesse chamado eixo de transporte. Isso porque democratizaram o acesso aos locais, aliando rapidez e conforto a um custo atraente.

Geração de renda

Em um período de crise por conta da pandemia, o segmento contribuiu, a geração de renda. Muitos trabalhadores tiveram a chance de assumir as rédeas de suas vidas, tornando-se pequenos empreendedores. Além disso, a cadeia de tecnologia da informação vem cada vez mais empregando analistas.
Segundo estudo desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido da empresa de tecnologia 99, mais de 331 mil postos de trabalho foram gerados de forma direta e indireta no País em 2020, primeiro e mais duro ano de pandemia da covid-19.
Os números contribuem, inclusive, para o Produto Interno Bruno (PIB) do País. Em linhas gerais, o cálculo da Fipe aponta para um impacto positivo da 99 em R$ 15,19 bilhões, o que representa 0,21% do PIB brasileiro no primeiro ano pandêmico. Em publicação anterior, referente ao ano de 2019, o impacto registrado foi equivalente a 0,18%. Os dados, portanto, confirmam o crescimento, tanto absoluto quanto relativo, do efeito da empresa na economia nacional.
Isso sem falar nos impostos em 2020. O estudo da Fipe também aponta para a arrecadação de R$ 1,3 bilhão, como Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestações de Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços (ISS), entre outros.
Em um cenário de crise econômica como a qual o País convive – as instituições vêm diminuindo a previsão de aumento do PIB para 2021, ainda que o cenário apresente uma leve melhora em relação ao primeiro ano da pandemia – a contribuição da 99 para o PIB nacional se torna ainda mais relevante.

Na palma da mão

E toda essa transformação na mobilidade está disponível em um aparelho que cabe na palma da mão. Graças à revolução tecnológica, os mapas nos aplicativos apresentam o caminho exato a ser percorrido e o tempo gasto. Já os ônibus com GPS e internet permitem que o usuário saiba exatamente onde estão. Além disso, o pagamento é digital e para se deslocar há mais opções, como os aplicativos de transporte.
Na visão de Luiz Renato Mattos, CEO da Onboard, empresa dedicada à transformação digital na mobilidade urbana, as mudanças ainda estão em curso. “Serviços como o transporte por app seguem na fronteira da tecnologia, promovendo inovações capazes de ditar o ritmo regulatório”, explica.

Desafios e benefícios

Se as mudanças estão na palma das mãos, a relação do público com o transporte público é a mesma há 20 anos, época em que tanto os celulares quanto a internet móvel não eram populares e tampouco acessíveis a todos, explica Luiz Renato Mattos. “A transformação digital ainda não é uniforme entre os diferentes atores do setor. No entanto, acredito que as mudanças em curso atingirão a todos, tornando o setor mais equilibrado neste sentido”.
Segundo Mattos, o principal benefício desta transformação foi a geração de dados a partir de deslocamentos. “As informações que antes eram imensuráveis se tornaram abundantes, possibilitando o gerenciamento da mobilidade orientada a evidências e em tempo real. O desafio agora está em utilizar estes dados para melhorar as cidades para todos que a habitam ou a frequentam”, diz.
Prova disto é que, no transporte público, por exemplo, ainda é muito latente a necessidade de melhora. A última pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre o assunto apontou que 26% dos brasileiros gastavam em 2011 mais de uma hora por dia em deslocamento para atividades rotineiras, como trabalho e estudo. Já em 2014, esse percentual chegou a 31%.
Na época, as principais melhorias apontadas para aumentar a adesão ao transporte público eram conforto, pontualidade e menor tempo de viagem. No estudo, a necessidade de segurança também ganhou destaque, sendo lembrada por 21% dos entrevistados.
Nesse caminho, torna-se ainda mais essencial que as transformações digitais abranjam todos os setores da sociedade e as classes sociais. Dessa forma, a palavra compartilhar ganha cada vez mais sentido na visão de Luiz Renato Mattos.
“O papel do compartilhado nessa mudança deve ser o da racionalização dos recursos, minimizando externalidades negativas e maximizando as positivas. Além disso, o compartilhamento tem o potencial de diminuir as desigualdades sociais que são inerentes a produtos baseados em posse”, finaliza.

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