Conheça os impactos do transporte por app em cada região do Brasil

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agosto 19, 2021

Por Agência 99

Mais de 331 mil postos de trabalho foram gerados de forma direta e indireta no Brasil, resultando em um acréscimo de R$ 15,1 bilhões à economia nacional. Os números foram registrados ao longo de 2020 em um dos momentos mais difíceis do país devido à pandemia da Covid-19.
Esses são alguns dos resultados do estudo desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) sobre o impacto da empresa de tecnologia 99 a partir da atividade de transporte por aplicativo. Em algumas regiões, os números impressionam ainda mais e dão a dimensão da importância que o setor ganhou ao longo do tempo.
Segundo o levantamento, as 331 mil oportunidades em solo brasileiro surgiram a partir “dos hábitos de consumo e da atividade econômica dos motoristas que usam a 99 para gerar renda”.
De acordo com Fernando Perobelli, pesquisador da Fipe e professor universitário, estão contempladas, além dos motoristas parceiros que prestam serviços aos passageiros da 99, as atividades ligadas ao transporte, como, venda de automóveis, comercialização de seguros para veículos, consumo de combustível e de peças e serviços de manutenção. “No caso da 99, é exercida uma atividade de produção, que gera emprego aos funcionários da empresa e motoristas. A partir daí, o trabalho dessa mão de obra gera renda, que pode virar consumo ou poupança. São os impactos diretos”, explica.
Perobelli afirma ainda que em todos os setores ativados pela 99 haverá o mesmo fluxo. “Ou seja, para atender à oferta de produção eles também vão produzir, empregar pessoas e gerar renda, que será utilizada para consumo ou poupança. É o que podemos chamar de impacto indireto”.

Panorama regional

O estudo aponta que a região brasileira com mais oportunidades geradas de trabalho foi a Sudeste, com 190 mil vagas espalhadas pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.
Em seguida está a região Sul, com 45,9 mil postos no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Nordeste, outras 44,1 mil, distribuídas em nove estados. Completam a lista a região Norte, com 26 mil vagas, e Centro-Oeste, com 24 mil. “A 99 tem uma oferta diversificada de produtos. Portanto, esse mix diferenciado ajuda a minimizar efeitos de grandes crises”, observa Perobelli.
Essa mistura também pode ser notada pelo valor agregado à economia por localidade, com o Sudeste respondendo por cerca de 65% do total do arrecadamento, com geração de R$ 9,8 bilhões em seus quatro estados. Em segundo lugar está a Região Sul, com R$ 1,9 bilhão, acompanhado de perto pelo Nordeste, com R$ 1,4 bilhão acrescentado à economia local a partir das atividades da 99. A lista fecha com o Centro-Oeste, com cerca de R$ 1,1 bilhão, e Norte, com R$ 950 mil. E com um detalhe: nas cinco regiões, o impacto econômico subiu em 2020, na comparação com 2019.

Metodologia

Para a obtenção desses números, a Fipe desenvolveu um complexo modelo de simulação que uniu os dados da 99 com informações de órgãos oficiais federais como IBGE e Secretaria do Trabalho. Com isso, foi possível calcular os efeitos iniciais da empresa no mercado, os impactos diretos da atividade, as consequências indiretas por ela provocadas e os efeitos induzidos.
Como conclusão, foi possível perceber que os três setores que mais tiveram valores agregados ao longo de 2020 por conta das atividades da empresa foram os de comércio por atacado e varejo, com R$ 1,2 bilhão; atividades imobiliárias, com R$ 1,1 bilhão; e desenvolvimento de sistemas, com R$ 1,06 bilhão.
Entre os postos de trabalho, o segmento de comércio por atacado e varejo também ficou com a liderança, com 29,9 mil vagas geradas. Na sequência, aparecem no ranking serviços domésticos em segundo lugar, com 12,8 mil; e alimentação na terceira posição, com 8,9 mil postos.
“A intensidade desses encadeamentos é o que vai definir o tamanho do impacto em termos de geração de emprego, por exemplo. No caso do Brasil, essa intensidade é diferente entre as regiões. Esse fator ajuda a explicar a diferença de resultados entre as regiões brasileiras, além do diferencial de renda por localidade, que também pode influenciar”, finaliza Perobelli.

Impacto na prática

Para compreender melhor a relevância dos números, a motorista parceira Cláudia Grugel dos Santos, de 34 anos, que atua na cidade de Rio Bonito (RJ) e na Região dos Lagos fluminense, compartilhou sua história. Segundo ela, o início da pandemia provocou uma queda na quantidade de corridas, devido à adoção de medidas restritivas para frear a Covid-19. A situação, porém, foi normalizando com o passar do tempo.
Com o avanço dos estudos envolvendo a doença e a campanha da vacinação, o 2º semestre de 2021 tende a ser de recuperação. Dessa forma, Cláudia acredita na manutenção do ritmo tradicional de corridas para esta época, atingindo o ápice no período marcado por Natal, Réveillon e férias escolares. “Se não fosse pela 99, muita gente estaria passando necessidade. Eu, por exemplo, passaria um aperto muito grande, dependendo até mesmo de ajuda de outras pessoas”, pontua a motorista.
Além do aspecto financeiro, a atividade também contribui com outro fator muito relevante: o psicológico. Cláudia, por exemplo, é contadora e atuou no ramo financeiro por anos. Com o passar do tempo, a atividade provocou uma situação de estafa. Ao trocar o escritório pelo volante, porém, Cláudia afirma que a situação mudou: “o estresse diminuiu”.

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