Aliança inédita visa democratizar carro elétrico no Brasil

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maio 9, 2022

Por Agência 99

Com o propósito de impulsionar produção, adoção e infraestrutura para veículos sustentáveis no Brasil, grandes empresas do setor de mobilidade urbana decidiram unir forças. Em uma iniciativa inédita capitaneada pela 99, a coalizão chamada Aliança pela Mobilidade Sustentável trabalhará para democratizar os veículoselétricos no Brasil.Além da 99, o grupo é formado por CAOA Chery, Ipiranga, Movida, Raízen, Tupinambá Energia, Unidas e Zletric.
Para obter êxito nesta missão, a 99 traçou objetivos ousados, mas certamente viáveis para a parceria. Entre as ações, estão:
● Aumentar a participação dos veículos elétricos entre carros novos dos atuais 2% para 10% das vendas até 2025;
● Criar 10 mil estações públicas de carregamento em todo o Brasil até 2025. Atualmente existem cerca de 1.500;
● Lançar, no mínimo, 300 automóveis elétricos da 99 ainda esse ano, com objetivo de chegar a 10 mil até 2025 e 100% da frota até 2030;
● Chegar à emissão zero de carbono pela 99 até 2030. Hoje, 48% das emissões de CO2 são do setor de transporte no Brasil;

Cidades mais verdes e seguras

Neste projeto, a cidade de São Paulo foi adotada como pólo pioneiro para implementação de programas a fim de inspirar outras regiões do País.
Atuando conjuntamente em diferentes frentes, o grupo pretende fomentar o segmento, tornando os veículos de matriz energética mais limpa acessíveis aos motoristas parceiros da 99, em termos financeiros e de infraestrutura.
Consequentemente, o trabalho da Aliança contribuirá para o desenvolvimento do futuro do transporte urbano em todo o País, tornando os espaços urbanos mais verdes e seguros.A ação tem como inspiração dois dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que são:
● Garantir o acesso a fontes de energia limpas e acessíveis (item 7);
● Tornar as cidades e comunidades mais inclusivas e sustentáveis (Item 11).

Inovação em benefício da mobilidade

A parceria é mais uma iniciativa do DriverLAB, centro de inovações da 99 focado na criação de soluções para beneficiar os motoristas parceiros. Lançado em 15 de março, o projeto tem investimento previsto de R$250 milhões nos próximos 3 anos, sendo R$100 milhões somente em 2022.
Diretor do DriverLAB da 99, Thiago Hipolito explica que um dos pilares do centro de inovações é construir o futuro. “O momento que estamos hoje é único para aproveitar a janela de oportunidade para de fato influenciar esse ecossistema”, pontua.
Como referência, o projeto conta com a experiência no mercado chinês, onde a DiDi – maior plataforma de transporte por aplicativo do mundo, proprietária da startup brasileira de mobilidade – opera mais de 30% de todas as estações de carregamento públicas por uma rede de parcerias. “Esse conhecimento é vital para planejar a infraestrutura no Brasil”, conta.
No cenário nacional, Hipolito lembra que a adoção de carros elétricos subiu 100% em um ano. “Esses automóveis possuem menos impacto ambiental, preservam a saúde das pessoas e também reduzem custos com combustível em até 75%, mas ainda são muito mais caros do que os convencionais”, explica.
Dessa forma, a parceria entre as empresas surge em um momento realmente significante para o setor. “Construímos a aliança para deixar esses modelos mais acessíveis para os motoristas parceiros e para as pessoas que mais precisam deles”, complementa.
Nesse contexto, a Aliança atua em dois pilares. O primeiro, promove uma melhoria significativa na qualidade de vida dos motoristas parceiros da 99. Por outro lado, serve como exemplo para promover esse importante debate na sociedade.

União em benefício da mobilidade

A iniciativa da 99 dá um importante passo em benefício da mobilidade urbana no Brasil. Isso porque consegue unir a indústria – incluindo setores de abastecimento, manufatura, locação e transporte por aplicativo.
Essa combinação de diferentes especialidades alavanca o desenvolvimento de todo o ecossistema de forma cíclica. Por exemplo: assim como os motoristas de aplicativo dependem das montadoras e locadoras para conseguir veículos, os automóveis dependem de combustível.
Para o CEO da CAOA Chery no Brasil, Ethan Zhang, o atual momento brasileiro tem muita similaridade com a transformação que aconteceu no mercado chinês. “Há 10 anos, ninguém se importava com os veículos elétricos, mas hoje é totalmente diferente por lá”, explica. Com incentivos, investimentos e regulamentação, a ação beneficiará custos de produção, promovendo a mudança para veículos cada vez menos poluentes.
Já para a coordenadora da Energia Ipiranga Produtos de Petróleo, Gisele Saveriano de Benedetto, o momento é apropriado para discutir o futuro da mobilidade urbana. Dessa forma, as parcerias permitem trabalhar em conjunto ações concretas. “Alianças são necessárias e bem-vindas para acelerar esse processo de transformação”, diz.
Por sua vez, Rafael Rebello, diretor de Soluções de Energia & Renováveis da Raízen, acredita no papel fundamental do grupo nessa transição energética para a mobilidade urbana no Brasil. Para isso, contribuirá com a experiência de ações promovidas em outros países. “Atualmente já temos mais de 80 mil pontos de carregamento rápido espalhados pela Europa, Estados Unidos e China”, frisa.
Na mesma linha, o diretor executivo de Vendas e Marketing da Movida, Jamyl Jarrus, acredita que o momento é de desmistificar o assunto, demonstrando ao consumidor os benefícios dos carros elétricos. “Apoiamos e implementamos diversos projetos nessa área e um deles é a disponibilização de carros elétricos aos nossos clientes, por meio do aluguel de diversos modelos”, ao explicar que a locadora, atualmente, possui a maior frota de veículos elétricos do país. “Temos como meta eletrificar em 20% e reduzir em 30% nossa intensidade de emissões de Gases Efeito Estufa até 2030 e essa aliança comercial nos ajudará a unir forças para democratizar, estimular e implementar a cultura do carro elétrico no país”.

Diretor Comercial e Franquias Rent a Car da Unidas, Paulo Chequetti ressalta o crescimento do segmento de veículos eletrificados em todo o mundo. “Nossa participação nesta aliança reforça nosso compromisso em ouvir nossos clientes, atender suas necessidades e fornecer uma frota moderna e flexível, atuando como vetor de mobilidade no setor”. De acordo com ele, a empresa pretende acrescentar 2 mil carros elétricos à frota este ano.

Um dos principais fornecedores de infraestrutura de recarga do Brasil, a Tupinambá acredita na eletrificação da frota urbana como a única maneira de direcionar nosso futuro para longe das emissões nocivas e do custo cada vez maior dos combustíveis. Para isso acontecer, porém, é preciso superar dois importantes desafios: a implantação de uma sofisticada rede de carregadores e o fornecimento de veículos competitivos e com preços justos. “Temos que dar as mãos e conseguir impulsionar esse segmento para fazer com que o Brasil tenha uma curva de adoção dos carros elétricos para se orgulhar”, diz o CEO Davi Bertoncello.

Com o mesmo pensamento, Pedro Schaan, CEO da Zletric, acredita que a empresa vem para somar forças nesse processo de comprovar que os veículos elétricos são uma realidade e não mais uma ideia futurista. “A parceria de uma rede influente da mobilidade urbana com uma rede robusta de recarga de veículos elétricos reúne praticidade e economia”.

Por isso, ele acredita que é importante ver a iniciativa de uma grande empresa como a 99 falando a mesma mensagem. “Enquanto não houver o investimento necessário para que as pessoas comuns possam estar confortáveis de qualquer lugar colocar seu carro para carregar, esse mercado não vai andar. Nós entendemos e estamos fazendo isso de maneira muito acelerada para colocar as estações no mercado”, conclui.

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