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11 de setembro de 2026
Mais uma vez, milhares de pessoas cruzam os portões da Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. Em sua 11ª edição no Brasil, o festival trouxe sete datas e 190 shows distribuídos em uma área de 385 mil metros quadrados, com potencial para movimentar R$ 3,6 bilhões na economia da capital fluminense e gerar 33,9 mil empregos, segundo estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV). Números impressionantes, que só se sustentam porque uma série de processos importantíssimos acontece.
Parceira estratégica do Rock in Rio 2026, a Deloitte é responsável por fazer o acompanhamento dos impactos ambientais, organizar indicadores e avaliar as práticas adotadas por empresas e fornecedores que participam do festival. Desde 2021, a consultoria atua em conjunto com a realizadora do evento, a Rock World, apoiando não só o Rock in Rio, mas também o The Town.
“Temos orgulho de apoiar mais uma edição do Rock in Rio Brasil em temas que são fundamentais para a gestão sustentável de grandes eventos. Acreditamos que a combinação entre mensuração, governança e engajamento dos diferentes parceiros do festival é essencial para transformar compromissos em resultados concretos”, explica Daniel Almeida, sócio de Sustentabilidade da Deloitte.
Em 2026, a atuação da Deloitte se concentrou em três frentes principais: o inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE), a auditoria interna para adequação às normas internacionais de sustentabilidade de eventos e a evolução do Prêmio Atitude Sustentável.
Medir para gerir. Entreter mais de 100 mil pessoas é um grande desafio. Compreender o impacto ambiental dessa tarefa e transformá-lo em dados tangíveis também é. Conduzido pela Deloitte, o Inventário de Emissões GEE identifica e quantifica as fontes de emissão associadas ao Rock in Rio, incluindo fatores como consumo de energia, transporte e geração de resíduos.
O levantamento considera tanto as emissões diretas quanto as indiretas relacionadas ao evento e à sua cadeia de valor – incluindo, por exemplo, o transporte dos frequentadores do festival e a logística dos artistas e palcos. A partir desses dados, é elaborado um relatório com as emissões totais, criando uma base para acompanhar e aprimorar a gestão ambiental do festival.
A lógica se torna especialmente importante em uma operação de grande escala. Quanto maior o número de pessoas, estruturas, fornecedores e serviços envolvidos, mais complexa se torna a tarefa de identificar de onde vêm os impactos e quais pontos podem ser aprimorados.
A segunda frente de atuação da consultoria, por sua vez, está relacionada à governança. Segundo padrões internacionais, a Deloitte conduz uma Auditoria ISO 20121 para avaliar a conformidade do Rock in Rio 2026 com os requisitos de gestão da sustentabilidade para eventos. Criado pela Organização Internacional de Normalização (ISO, na sigla em inglês), o processo permite identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria antes da auditoria de certificação.
De olho nos parceiros
Além de apoiar a Rock World, a ação da Deloitte também se estende às empresas que ajudam a colocar o festival de pé. É nesse ponto que aparece o Prêmio Atitude Sustentável, iniciativa que reconhece marcas parceiras e fornecedores que se destacam por práticas de impacto ambiental, social e econômico dentro da Cidade do Rock.

Criado em 2008, o prêmio já reconheceu mais de 40 parceiros diferentes da Rock World. Para 2026, uma das principais novidades é uma revisão da metodologia, que inclui mudanças no questionário de avaliação, na análise realizada presencialmente e no sistema de pontuação.
A iniciativa ajuda a levar a discussão sobre sustentabilidade para além da operação direta do festival. Em vez de olhar apenas para o que acontece dentro da Cidade do Rock, a avaliação envolve diferentes agentes que participam da construção do evento – uma cadeia que inclui patrocinadores, fornecedores, apoiadores e parceiros de mídia.
A preocupação acompanha uma trajetória que o Rock in Rio vem construindo há décadas. Desde 1985, o festival afirma ter gerado mais de 297,6 mil empregos diretos e indiretos. Na última edição, realizada em 2024, o impacto econômico na cidade do Rio de Janeiro foi de R$ 2,9 bilhões. Ao longo de sua história, a marca também informa ter investido, junto com parceiros, mais de R$ 150 milhões em projetos relacionados à sustentabilidade, à educação, à música e à conservação ambiental.
Nesse contexto, a sustentabilidade deixa de ser apenas uma dimensão associada à imagem do festival e passa a fazer parte dos mecanismos utilizados para administrar uma operação que envolve milhares de profissionais, centenas de empresas e uma circulação de público comparável à população de muitos municípios brasileiros. É uma camada do Rock in Rio que o público dificilmente vê quando as luzes dos palcos se acendem. Mas que precisa estar funcionando para que o espetáculo aconteça – e, sobretudo, para que seus impactos possam ser conhecidos, acompanhados e continuamente aprimorados.