Jornada da Sustentabilidade

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Estadão Blue Studio

O avanço do comitê de auditoria

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3 de março de 2015

O mundo dos negócios hoje, em função de fatores como a globalização, a crescente competição e as disrupturas provocadas pelos avanços tecnológicos, demanda das companhias uma gestão integrada, especializada e com fortes controles dos aspectos financeiros das operações. Diante desse amplo desafio, os conselhos de administração têm contado com subcomitês para que todos os assuntos sejam tratados com foco e a devida importância. O comitê de auditoria é um deles.

“Fica difícil para o conselho de administração ser eficaz acompanhando tudo sozinho. Existem vários subcomitês com a intenção de tratar os temas de forma eficiente e ainda mais especializada”, explica Bruce Mescher, sócio-líder da estrutura de Global IFRS and Offerings Services (GIOS) e membro do Centro de Governança Corporativa da Deloitte no Brasil. “Apesar de não ser obrigatório, exceto em algumas instituições do setor financeiro, cerca de metade das empresas de capital aberto no Brasil já conta com o comitê de auditoria em sua estrutura de governança”, aponta Mescher. “Os investidores reconhecem o papel importante que a estrutura desempenha”, completa.

Fatores que estão impulsionando os comitês de auditoria
– Pressão constante dos mercados pela atuação do comitê, como mecanismo de fortalecer a transparência, assegurar a qualidade de informações financeiras e mitigar riscos;
– Foco crescente em riscos emergentes e estratégicos, como reputação, a segurança cibernética, computação em nuvem e big data;
– Crescentes exigências dos reguladores sobre a importância dos controles internos sobre relatórios financeiros;
– Um ambiente regulatório em evolução e suas demandas por programas de conformidade eficazes – incluindo foco em anticorrupção, lavagem de dinheiro e saúde e segurança.

Desafios para o comitê
Mescher argumenta que hoje, no Brasil, as demandas para os comitês de auditoria vêm crescendo. Ele destaca que a estrutura no País está investindo atualmente em áreas como supervisão de risco, conformidade com as leis e regulamentos e controles internos, quando comparada há dois anos. “O ambiente regulatório continua a evoluir e permanece complexo. O foco em riscos emergentes e estratégicos está criando demandas ainda maiores para os programas de conformidade e monitoramento robusto de riscos.”

Os controles internos sobre relatórios financeiros também têm sido prioridade de muitos comitês de auditoria em resposta às recentes melhorias feitas na estrutura para o tema promovidas pela COSO (uma comissão que orienta práticas sobre controles internos e gestão de riscos). “Controles internos deveriam continuar na pauta de discussão ao longo de 2015, em antecipação da expansão das divulgações sobre o tema que entrarão em vigor a partir de 2016, como parte da instrução CVM nº 552/14, que atualiza alguns dos dispositivos do formulário de referência, para racionalizar e aprimorar a prestação de informações pelas companhias,” destaca Mescher, que conclui: “enquanto a responsabilidade para supervisionar os relatórios financeiros e os auditores continua primordial, a profundidade e amplitude das atribuições do comitê de auditoria serão mais desafiadoras do que nunca.”

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