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Prêmio Empresas com Melhor Gestão reconhece 19 organizações com selo de boas práticas

Em quinta edição, iniciativa da Deloitte com apoio da HSM e da Exame consagrou empresas por práticas de governança, inovação, estratégia e cultura; vencedoras estão espalhadas pelo país, faturaram R$ 116 bi no ano passado e cresceram, em média, 38% nos últimos dois anos.

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2 de setembro de 2026

Em um ambiente de negócios marcado por mudanças econômicas, tecnológicas e geopolíticas, crescer é um desafio. Para empresas privadas, familiares e de capital fechado, medidas como estruturar a gestão, profissionalizar processos e tomar decisões de longo prazo podem determinar até onde o crescimento pode chegar. Em sua quinta edição, o programa Empresas com Melhor Gestão (“Best Managed Companies”), da Deloitte, reconheceu 19 organizações brasileiras que demonstraram práticas consistentes de gestão.

A lista das empresas premiadas foi anunciada em evento em São Paulo, na última segunda-feira, 24 de agosto. Com organizações de diferentes setores e regiões, o grupo de companhias premiadas faturou R$ 116 bilhões no ano passado. Entre 2023 e 2025, as empresas registraram crescimento médio de 38%, bem como alta de 63% no lucro.

“A governança é um instrumento para a geração de valor – e a meta do programa é contribuir sempre para que as empresas possam investir, amadurecer e fortalecer sua governança como um todo”, destacou Paulo de Tarso, sócio da Deloitte e líder do programa no Brasil, durante a apresentação dos resultados. Para ele, os dados mostram a força do segmento. “As empresas familiares e privadas movimentam a economia brasileira – e os dados mostram que ainda há espaço significativo para crescimento delas dentro do PIB brasileiro.”

Criado pela Deloitte há 32 anos, o programa Empresas com Melhor Gestão está presente em 45 países e já acumula mais de 1,3 mil empresas reconhecidas globalmente. No Brasil, a primeira edição aconteceu em 2021. A iniciativa é voltada a empresas que não estão listadas em bolsa, têm sua sede principal no País, possuem balanço auditado nos três anos anteriores e registraram receita superior a R$ 100 milhões no ano anterior.

Para serem selecionadas, as empresas passam por uma autoavaliação e por análises acompanhadas por executivos da Deloitte. A seleção final é feita por um júri independente, que considera diferentes níveis de maturidade das práticas avaliadas e fornece às empresas um retorno sobre pontos fortes e aspectos que ainda precisam ser desenvolvidos. “O programa é um incentivo de longo prazo às empresas. Buscamos fomentar um modelo de desenvolvimento que seja sustentável”, disse Ronaldo Fragoso, Chief Growth Officer da Deloitte, na abertura do evento.

Retrato diverso. Fragoso também destacou a dispersão geográfica da lista. “Nosso programa captura companhias de diversas regiões, o que mostra a dimensão do Brasil”. De fato: das 19 premiadas, sete têm origem ou sede principal no Sul, enquanto outras sete estão no Nordeste. Já as regiões Sudeste, com quatro empresas, e Centro-Oeste, com uma, completam a lista. Entre os setores, destaque para a presença forte de companhias dos setores de agronegócio e alimentos e bebidas – juntos, ambos representam 63% das empresas reconhecidas. Manufatura, hotelaria, comércio exterior, biotecnologia, cosméticos, indústria de equipamentos e varejo também foram lembrados.

Entre as premiadas, quatro companhias apareceram na lista pela primeira vez: Castrolanda, Scalon & Cerchi, TMG Agropecuária e Via Sul Veículos. Outras sete receberam o selo Golden, destinado às empresas reconhecidas em pelo menos quatro edições do programa: Agrária, Cocal, Cocamar, Farmax, Gazin, Masterboi e 3 Corações. Também foram reconhecidas Acumuladores Moura, Amarante Hospitalidade, Comexport, Grupo Cornélio Brennand, Pamplona, Piracanjuba, SLC Máquinas e Zilor.

Governança e crescimento. Os dados levantados pela Deloitte também ajudam a traçar um perfil das práticas adotadas pelas empresas reconhecidas. Entre as 19 vencedoras, 95% têm conselho de administração consultivo ou estatutário – sendo que 58% têm conselhos estatutários. Além disso, 67% possuem membros independentes no board.

Para os próximos cinco anos, alianças e parcerias estratégicas aparecem como a principal prioridade para aumentar a receita, citadas por 84% das empresas. Na sequência estão o desenvolvimento de novos produtos e serviços (79%), a expansão para outros mercados no Brasil (68%) e a realização de fusões e aquisições (42%).

Quanto às práticas de inovação, destaque para a atenção dada ao atendimento aos clientes – prioridade para 89% das companhias. “Cada vez mais percebemos a busca das empresas se conectarem melhor com seus clientes, porque aumentar receita depende da experiência do cliente”, afirmou Paulo de Tarso, que também falou sobre um dos grandes temas do momento: inteligência artificial. “É preciso adotar IA com o propósito de trazer retorno sobre o investimento, alavancando valor para os clientes e para o negócio como um todo.”

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