Tendências

14 de junho de 2016

A principal tendência tecnológica de 2016 é você

A novidade tecnológica mais revolucionária para os negócios nos próximos anos é… o ser humano. Afinal, se não houver profissionais qualificados para implantar, interpretar e utilizar as inovações, elas terão pouca ou nenhuma utilidade. “Quando você vê empresas um pouco mais à frente em determinados setores, pode ter certeza absoluta de que a diferença está nas pessoas. É verdade que a tecnologia revolucionou o mundo, mas o papel muito mais importante é o de quem está por trás dela”, diz Ansano Bacelli, diretor executivo, líder da Accenture Technology para a América Latina. A afirmação do executivo está em sintonia com o tema central do estudo Accenture Technology Vision 2016: “Pessoas em primeiro lugar”.

O relatório anual destaca as cinco tendências que devem causar impacto nas empresas, agências governamentais e em outras organizações nos próximos três a cinco anos. Embora cada uma delas se baseie na tecnologia, o tema ‘pessoas’ está presente em todas, funcionando como uma espécie de premissa de sucesso. “Será que estamos prontos para consumir todas essas novidades? A questão é como o ser humano vai assimilar a velocidade dessas mudanças”, diz Rodolfo Eschenbach, líder da Accenture Digital para a América Latina.

Segundo o estudo, entre as mudanças impulsionadas pela tecnologia estão:

– As empresas já não apenas atendem aos clientes; elas colaboram com eles.
– Elas já não apenas competem com os rivais; fazem parcerias com eles.
– As companhias não se limitam mais às fronteiras do seu setor de atuação; elas as ignoram.

Todas essas transformações devem se intensificar ainda mais nos próximos anos, conforme as tendências abaixo amadureçam e sejam incorporadas por novas culturas corporativas:

1-Automação Inteligente: é o ponto de partida para o crescimento e para a inovação. Alimentada pela inteligência artificial, a próxima onda de soluções reunirá quantidades sem precedentes de dados de sistemas díspares e criará soluções que alteram a organização, assim como o que ela faz e a forma como isso é feito. “É fácil ver o uso da automação inteligente em bancos e call centers. Existe muita inteligência nesses sistemas, e as pessoas que estão por trás deles podem evoluir para fazer um trabalho mais nobre”, diz Bacelli.

2 – Trabalho Líquido: as empresas investem em inovações para manter o ritmo diante das constantes mudanças na era digital, mas precisam mais do que a tecnologia correta; devem aproveitar tais ferramentas para permitir que as pessoas certas promovam inovação. “A tecnologia deve facilitar o trabalho, fazendo com que as pessoas reajam rápido, de forma flexível, e com resultados mais rápidos”, explica Bacelli.

3- Economia de Plataforma: a próxima onda de inovação surgirá a partir dos ecossistemas dirigidos para plataforma e habilitados para a tecnologia que toma forma em todos os setores. “Os principais exemplos são aplicativos como o Uber. Podemos falar em ‘uberização’, ou seja, tecnologias que produzem novos modelos de negócio e de comportamento”, diz Eschenbach.

4- Ruptura Previsível: todos os negócios agora entendem o poder de transformação da era digital. O que poucos compreenderam é quão dramáticas e permanentes serão as mudanças. “As empresas começam a ter um volume maior de informação por meio da tecnologia. E com essa massa de dados é possível avaliar com muito mais clareza quais as necessidades dos consumidores para poder montar um negócio mais focado nas pessoas”, afirma Bacelli.

5- Confiabilidade Digital: novas tecnologias invasivas criam problemas potenciais e riscos digitais. Sem confiança, os negócios não podem compartilhar e utilizar os dados que sustentam suas operações. “Essa é uma das tendências que deve amadurecer mais rápido, pela questão do compromisso com o consumidor e da preservação da imagem da empresa”, diz Eschenbach.

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