Eles chegam cedo demais – antes da 37ª semana de gestação –, são pequenos demais e ainda não têm o sistema imunológico maduro. No mundo, nascem 15 milhões de bebês prematuros todo ano – mais de 300 mil no Brasil, o que nos coloca na 10 a  posição nesse ranking.

 

“Quanto mais baixa a idade gestacional, maior a imaturidade e maiores as probabilidades de complicações respiratórias, infecciosas, neurológicas”, explica a pediatra Ana Lúcia Goulart, coordenadora do Ambulatório de Prematuros da disciplina de Pediatria Neonatal da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O prematuro limítrofe é aquele nascido entre 37 e 38 semanas; moderado, o nascido entre 31 e 36 semana; e prematuro extremo aquele nascido entre 24 e 30 semanas de idade gestacional.

 

Essa classificação ajuda a direcionar os cuidados logo após o nascimento, que vão de manutenção da temperatura corporal e suporte de alimentação a uso seguro de oxigênio quando necessário. “Esses bebês precisam de todos os cuidados como as outras crianças em relação a alimentação, prevenção de infecções e estímulo ao desenvolvimento, só que mais intensos”, diz Ana Lúcia Goulart.

 

“Os pais dos prematuros naturalmente querem evitar ao máximo qualquer tipo de infecção que possa significar uma nova internação”, diz Denise Leão Suguitani, fundadora e diretora-executiva da Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros. Nesse sentido, seguir o esquema de vacinação é fundamental para minimizar as complicações. O plano em geral não apresenta alterações em relação ao calendário infantil, seguindo a idade cronológica. Uma das exceções é a vacina BCG, contra tuberculose, que nos prematuros só pode ser administrada em bebês a partir de 2 quilos.

 

As vacinas indicadas para os prematuros estão disponíveis no sistema de saúde público de saúde. No caso das crianças nascidas com menos de 1 quilo ou menos de 31 semanas de gestação (prematuro extremo), o atendimento é feito nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), criados em 2009 para atender a população com necessidades específicas de imunização.

 

No dia 17 de novembro, este assunto será debatido por especialistas no evento online “Diálogos Estadão Think – Vacinação e os Cuidados Especiais com Prematuros”, das 9h às 10h30, e pode ser acompanhado gratuitamente nas mídias sociais do Estadão. Acompanhe e participe.

 

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