Música

19 de outubro de 2018

Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro bate recorde de inscrições para 2019

A oportunidade de integrar a Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro (OAMB) em 2019 levou 316 jovens musicistas de 19 estados e de países como Bolívia, Colômbia e Portugal a inscreverem-se para suas audições. A lista dos selecionados será divulgada em novembro pela instituição.

O número de inscritos supera os dois processos seletivos anteriores (255 e 197, respectivamente) e ratifica a posição referencial do projeto, surgido a partir do compromisso histórico do Mozarteum Brasileiro em expandir e diversificar suas ações de formação e difusão cultural.

A agenda da OAMB para 2019 prevê, entre outros compromissos, a participação dos instrumentistas no festival Música em Trancoso (BA), atividades educativas nas escolas daquela região, concertos gratuitos ao ar livre e espetáculos com solistas e regentes consagrados em São Paulo. “A Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro surgiu para contribuir com a melhora do mercado de trabalho e para que outras jovens orquestras também possam sentir-se levadas a sério”, diz Sabine Lovatelli, presidente do Mozarteum Brasileiro e diretora artística da OAMB .

“Hoje, com cerca de 80 integrantes, a orquestra reflete a diversidade cultural do País, demonstra grande potencial artístico e desperta entusiasmo por onde passa. A OAMB proporciona momentos transformadores para músicos que vivem uma fase importante de suas promissoras carreiras”, lembra o maestro Carlos Moreno, regente titular da orquestra.

A temporada deste ano, como já é tradição, começou em Trancoso, em março. Interpretando compositores como Ludwig van Beethoven, George Gershwin e Johann Sebastian Bach, entre outros, a OAMB impressionou de forma positiva as mais de 9 mil pessoas que passaram pelo festival.

Em agosto, a orquestra esteve na Sala São Paulo para tocar ao lado da maior soprano da atualidade: a russa Anna Netrebko. Na performance, que recebeu elogios da própria cantora e do maestro convidado, o italiano Jader Bignamini, os músicos interpretaram com desenvoltura algumas das mais celebradas obras do repertório lírico.

Estreia mundial

Em 8 e 9 de outubro, a edição inaugural de Noite das Estrelas promoveu um autêntico encontro de prodígios. Em dois concertos, os quase cem músicos da OAMB se apresentaram com 11 solistas, instrumentistas e cantores, cujas carreiras foram impulsionadas por bolsas de estudos do Mozarteum. Os espetáculos também marcaram a estreia mundial de Aquarela Trancoso, do compositor Eduardo Frigatti, que integra o grupo de bolsistas convidados para estas duas apresentações.

“Realizamos trabalhos diferenciados para que eles estivessem prontos tanto para acompanhar uma estrela do porte de Anna Netrebko quanto solistas que, assim como eles, ainda buscam a excelência artística”, avalia Carlos Moreno.

Além de lapidar os músicos recrutados para a OAMB, o regente titular Carlos Moreno tem por hábito convidar estudantes ainda mais jovens para que vivenciem de perto a experiência de ensaios e concertos. É o caso do violoncelista Gabriel Henrique dos Santos, 15 anos, nascido em Itamaraju, no interior da Bahia, e radicado em Trancoso.

Enquanto aguarda a maioridade para tentar seguir a tradição familiar (os dois irmãos mais velhos também são músicos), ele aproveita a oportunidade para conhecer melhor os bastidores da carreira que tanto almeja. “Estar com Anna Netrebko e retornar para a semana de ensaios de Noite das Estrelas foram grandes conquistas”, orgulha-se.

 

Experiência incrível

Presente em três dos quatro programas do ano, a contrabaixista capixaba Lívia Rodrigues, 28 anos, valoriza a experiência ao lado de maestros competentes e o caráter acadêmico do projeto que, segundo ela, proporciona intensa troca de conhecimento. “A experiência é incrível e ideal para que eu possa buscar meus próximos objetivos: o mestrado e o ingresso em uma orquestra profissional”, diz.
Já a tubista Taís do Nascimento Silva, paulistana, 26 anos, descobriu sua vocação em uma banda marcial de Tatuí (SP). A chance de tocar em uma formação orquestral e de trabalhar com o maestro Carlos Moreno motivou a tentativa bem-sucedida de buscar uma vaga na OAMB.  “Aqui aprendo constantemente, pois o repertório nos incentiva a estudar cada vez mais”, diz.

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