Cultura

25 de maio de 2018

Atividades culturais promovem desenvolvimento e bem-estar

Maio de 1981. Ecoam pelo Theatro Municipal de São Paulo os primeiros acordes da Sinfônica de Cleveland, sob a batuta de Lorin Maazel. Um momento histórico que ainda hoje reverbera ao simbolizar também o início das atividades do Mozarteum Brasileiro. O legado de 37 anos se mistura à própria trajetória de sua fundadora, Sabine Lovatelli. Radicada no Brasil desde a década de 1970, a alemã transformou sua paixão pela música em uma das chancelas mais bem-sucedidas do empreendedorismo cultural.

“Alguém precisa começar, sempre. Queríamos ousar e criar algo relevante para as pessoas, e assim fizemos”, comenta Sabine. Ela admite que o início teve algo de despretensioso, mas o olhar atento de sua equipe e o respaldo do público logo determinaram o caminho a ser seguido. “Crescemos porque era necessário”, garante.

Assim, artistas consagrados e formações icônicas da música e da dança se acostumaram a desembarcar no País. E não só para receber o aplauso dos entusiastas, mas com a missão de conquistar mais adeptos em apresentações gratuitas ao ar livre e masterclasses (aulas para estudantes avançados de música, abertas ao público). Ao tratar tais ocasiões como prioridades e não como contrapartidas, a instituição consolidou suas bases.

Com número crescente de atividades cada vez mais diversificadas, o Mozarteum Brasileiro se consolida como instituição voltada para a produção e difusão cultural que integra arte, entretenimento, formação e aprimoramento de jovens talentos. Investe na disseminação da cultura como alavanca para o desenvolvimento pessoal e de comunidades, promovendo bem-estar pessoal e social.

Para Josemara Tsuruoka, gerente de marketing institucional da EMS, mantenedora do Mozarteum Brasileiro há seis anos, o foco na inclusão e na transformação social é um diferencial. “É motivo de honra e orgulho contribuir com o acesso dos brasileiros à cultura, um dos pilares defendidos pela empresa na promoção de saúde e bem-estar. Além disso, EMS e Mozarteum têm pontos em comum muito claros, como a busca por excelência e inovação.”

Mão dupla

“O Mozarteum sempre esteve obstinado em trazer as grandes atrações, nem que para isso precisasse esperar por longos anos, como foi com a Filarmônica de Berlim”, comenta o crítico de arte Tarcílio de Souza. Ele guarda entre suas melhores recordações um concorrido ensaio aberto com a orquestra alemã.

Na rota inversa, por sua vez, dezenas de jovens têm sido contemplados com bolsas de estudo para completar sua formação artística e social no exterior. O ciclo inspira projetos ainda mais arrojados, como o Festival Música em Trancoso (BA), já em sua sétima edição.

“Encontrar uma instituição liberta, comprometida e na contramão de um País que se vê às voltas com a extinção de algumas orquestras é algo ímpar na minha carreira”, relata o maestro Carlos Moreno, titular da Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro. “A cultura deve ser associada à educação, ao desenvolvimento social e ao bem-estar das pessoas. Precisamos formar uma população mais crítica e participativa”, pondera Sabine.

“O público brasileiro é muito caloroso e nunca decepciona um artista. Conheço muitos deles que viveram momentos inesquecíveis aqui. Cabe a nós prepararmos a vinda e a estrutura da melhor forma possível para que eles possam dar seu melhor”, conclui a fundadora do Mozarteum, cuja lista de futuros projetos inclui a exibição de uma ópera em Trancoso.

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