Estadão realiza o primeiro Mulheres em Pauta
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Estadão realiza o primeiro Mulheres em Pauta

O Estadão realizou, na última sexta-feira, 22, o evento Mulheres em Pauta. Parte das comemorações do Dia da Mulher, o evento reuniu colaboradores – homens e mulheres – que compartilharam experiências de mulheres de sucesso.

De acordo com Débora Fernanda da Silva, consultora de Recursos Humanos do Grupo Estado, a iniciativa está alinhada à participação cada vez maior da mulher nos diferentes setores da sociedade, dando a todos a oportunidade de ouvir, trocar experiências e entender as transformações que estão levando cada vez mais mulheres a posições de destaque. “Além disso, queríamos comemorar o Dia da Mulher com algo mais relevante do que distribuir flores, e este foi o meio que encontramos”, afirma.

O evento foi dividido em dois períodos. No período da manhã, os participantes acompanharam a apresentação da palestrante transformacional e atleta Moniqui Agnes. A tarde foi dedicada às palestras de Elis Queiroz, desenvolvedora de negócios e transformação digital, e Paula Tashima, líder do programa Woman Network Power da Ernst&Young (EY).

Transformação
A palestra de Moniqui Alves – “Você é a heroína de sua própria história” – teve como foco a busca dos sonhos, e os caminhos para que eles se concretizem. A palestrante lembrou aos participantes que são as ações e decisões diárias que moldam os objetivos e que, por isso, a motivação deve ser diária para que se crie uma ponte entre as pessoas e seus sonhos.

Moniqui Agnes, palestrante e atleta

“É preciso colocar data para a realização de nossos sonhos. Planejamento é profetizar nosso futuro no presente”, afirmou, lembrando que é preciso usar e gerenciar o tempo de forma inteligente. “Toda vez que apertamos o modo Soneca no nosso despertador, estamos adiando nossa vida. É preciso parar de procrastinar para fazer a vida fluir”, defendeu.

Mas isso não deve ser feito deixando de lado a felicidade que, segundo Moniqui, pode ser encontrada na gratidão. Para comprovar sua tese, em um dos momentos de forte emoção da palestra, ela pediu aos participantes que escrevessem cartas de agradecimento às pessoas mais importantes de sua vida. Depois compartilhou alguns dos agradecimentos não só com as pessoas que estavam ali, mas também com as pessoas homenageadas, via telefone. “Nossas ações têm a ver com o que nos faz felizes e a gratidão eleva o nível de felicidade”, ressaltou.

Para Aline Cunha, analista de relacionamento do Grupo Estado, a experiência vivida ali foi inesperada. “Foi incrível. Não estava com essa expectativa e por isso a surpresa foi grande com as emoções que vivemos aqui hoje”, disse. Deyse Gadotti, secretária, reconheceu que a palestra foi muito melhor do que ela esperava. “A energia da Moniqui é contagiante. Tenho certeza de que o que aconteceu aqui hoje vai mudar algo em minha vida”, afirmou.

Para Moniqui, a reação das participantes reforça o valor da iniciativa do Grupo Estado. “Foi maravilhoso e um divisor de águas, já que foi a primeira vez que o grupo faz algo desse tipo”, ressaltou. A reação da plateia  também surpreendeu positivamente a palestrante, que vibrou com a entrega e a emoção das pessoas.

“Hoje as pessoas se entregaram e, com isso, entenderam que podem se humanizar. Essa é uma das mensagens que levaram daqui hoje”, comemorou.

Profissionais
No período da tarde, as palestras foram dedicadas à discussão do papel da mulher no ambiente de trabalho e das transformações necessárias para que ele se torne mais e mais relevante. A primeira a falar foi a desenvolvedora de negócios e transformação digital, Elis Queiroz, que falou do novo ambiente trazido pela transformação digital.

Desenvolvedora de negócios e transformação digital, Elis Queiroz

Ela lembrou que não trata de tecnologia, mas de pessoas. “Elas devem estar capacitadas e abertas para estas mudanças, o que inclui também uma participação maior da mulher”, defendeu. Para Elis, as mulheres têm um papel fundamental na formação de uma nova geração de profissionais.

“Temos que estar abertas para todas as novidades, incentivando e inspirando as novas gerações”, disse. Para isso, citou algumas habilidades que serão necessárias nesse novo mundo:

  • Protagonismo – a mulher deve ser a dona de sua carreira e de sua vida, e não mais esperar que a empresa faça algo por sua formação;
  • Soft skills – há habilidades que são necessárias e não se aprendem na escola, devendo ser desenvolvidas: resiliência, solução de problemas, entre outras.
  • Errar e aprender rápido – os erros devem ser vistos como oportunidades para correção de rotas e aprendizagem.
  • Cultura de aprendizado – no momento do aprendizado contínuo, todos devem estar abertos a aprender e reaprender.
  • Foco na próxima onda – as pessoas terminarão de aprender no momento em que surgir outra novidade. As pessoas devem estar antenadas com o que virá no futuro.

Neste cenário, Elis lembra que a diversidade se torna uma ferramenta estratégica de crescimento, inovação e criatividade. “Ela trará diferentes perspectivas, visões e, principalmente, resultados. Por isso deve ser respeitada”, afirmou.

Mas o caminho para isso não será curto. Em sua apresentação, a líder do programa Woman Network Power da Ernst&Young (EY), Paula Tashima, reconheceu que a diversidade é importante, mas lembrou que ela ainda não está na agenda da maioria das empresas.

Líder do programa Woman Network Power da Ernst&Young (EY), Paula Tashima

“As empresas sabem que diversidade é dinheiro na mesa, por isso devemos aproveitar essa oportunidade”, disse, lembrando que as empresas precisam ser diversas para gerar mais lucro e ter funcionários mais satisfeitos”, disse.

Por enquanto, os números não refletem isso. De acordo com Paula, as mulheres são menos de 7% dos CEOs do mundo (5% no Brasil). Na base da pirâmide, devem trabalhar mais que o dobro que os homens para obter o mesmo reconhecimento.

Para Paula, a única forma de mudar isso é colocar a diversidade na agenda dos gestores. Ela citou o exemplo da própria EY, que hoje conta com metas de níveis de diversidade que devem ser atingidas. “Isso se consegue criando um pipeline diverso. Temos que preparar os profissionais com antecedência para que essas metas sejam cumpridas”, afirmou.

Para isso, a EY conta hoje com programas de mentoria para o desenvolvimento de lideranças, alguns deles focados especificamente em mulheres. Paula citou dois deles: o Winning Woman, que tem o objetivo de fomentar lideranças femininas e apoiar empreendedoras; e o Women Network, que tem foco na formação e retenção de lideranças femininas na companhia.

“Nós podemos fazer mudanças. Temos que fazer coisas no dia-a-dia e o engajamento da liderança e do gestor da companhia é importante para criar este espaço para o desenvolvimento das mulheres”, disse.

Para Débora Fernanda da Silva, do Grupo Estado, a participação dos colaboradores do grupo no ciclo de palestras foi uma grata surpresa. “Criamos um espaço importante para as mulheres e tivemos a participação dos homens”, comemorou.

A consultora de RH lembrou que, se todos percebem a importância de iniciativas como esta, os resultados chegam mais rápido. “É um movimento global e uma empresa como a nossa tem que fazer parte disso junto ao seu público. Por isso nossa expectativa é que este evento cresça no futuro”, disse.

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