Governadores, autoridades da área econômica, grandes lideranças da indústria automotiva brasileira e especialistas do setor participam nesta quarta-feira, dia 12, do Fórum Estadão Think- Exportar para Gerar Riquezas e Empregos. O evento, que acontece no Hotel Pullmann, em São Paulo, vai debater a oportunidade de transformar o Brasil em um importante exportador mundial de veículos.

O Fórum discute a situação da indústria automotiva, as medidas necessárias para aumentar a sua competitividade internacional e os benefícios que elas podem proporcionar ao País, que incluem a criação de 120 mil empregos para atender ao aumento esperado de 1 milhão de veículos produzidos.

Representando o poder público, estarão presentes os governadores de Pernambuco, Paulo Câmara, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o superintendente-adjunto da Receita Federal, Jonas de Magalhães Catta Pretta, e o ex-ministro da Fazenda e atual secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles.

Setor tem o potencial de criar 120 mil empregos no Páis

Pela indústria, estarão presentes o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Carlos Moraes, o presidente do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), Dan Ioschpe, além dos presidentes da GM América do Sul, Carlos Zarlenga, da Mercedes-Benz do Brasil, Philipp Schiemer, e da Fiat Chrysler para a América Latina, Antonio Filosa. Também participarão dos debates o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, e o sócio da consultoria AT Kearney, Mark Essle.

Situação do setor

O pano de fundo das discussões é a situação da indústria automotiva brasileira, que fez grandes investimentos no passado e dispõe hoje de capacidade instalada para produzir mais de 4,5 milhões de veículos por ano, mas vêm fabricando entre 50% e 60% desse volume desde a recessão de 2015.

Esse cenário, que apresenta uma ameaça a novos investimentos, representa também, segundo os especialistas, uma oportunidade de aumentar o foco nas exportações. Eles afirmam que os veículos produzidos atualmente aqui têm todas as qualidades necessárias para competir com os similares produzidos em países como México, China e Coréia do Sul, que exportam muito mais do que o Brasil, inclusive para países da América do Sul. Mas enfrentam a desvantagem de carregar 15% de resíduos de impostos nas exportações, contra apenas 0,3% dos mexicanos e 2% de coreanos e chineses, o que diminui a sua competitividade.

Indústria automotiva brasileira  dispõe hoje de capacidade instalada para produzir mais de 4,5 milhões de veículos por ano

Os participantes do Fórum Estadão vão discutir as medidas de médio prazo, como a reforma tributária, e de efeito imediato, como a utilização do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras, o Reintegra, para compensar essa desvantagem e tornar o Brasil um competidor relevante nesse mercado.

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