Atender emergências médicas é ainda mais complicado do que parece nas séries de TV. Uma equipe de profissionais que trabalha de acordo com padrões internacionais garante que o processo seja o mais ágil e seguro possível. Para mostrar como essa engrenagem funciona, conversamos com uma equipe de especialistas do Hospital Leforte. Os profissionais nos contaram todos os detalhes sobre o procedimento seguido no caso das principais doenças atendidas no pronto-socorro (PS).

Nas próximas páginas você vai descobrir, por exemplo, que no Brasil muitos hospitais se guiam pelo Protocolo Manchester, no qual os pacientes são classificados com um sistema de cores (veja o quadro abaixo). Outro cuidado que acontece ainda durante a triagem é fornecer ao indivíduo uma pulseira verde, que alerta para a alergia a alguma substância, e/ou roxa, que indica que há risco de queda.

Existem também os procedimentos específicos para cada caso. Se o indivíduo sofreu um acidente, por exemplo, os profissionais seguem um protocolo conhecido como ABCDE do trauma. Já no caso de um acidente vascular cerebral (AVC), uma das maiores causas de morte e incapacidade no mundo e um dos motivos mais frequentes de óbito na população adulta no Brasil, sendo responsável por 10% das mortes, os médicos seguem uma classificação chamada Toast, que separa os AVCs em 5 subtipos e dá as coordenadas de como proceder em cada um deles.

Diante de uma trombose venosa profunda (TVP), o entupimento das veias, que acomete 180.000 brasileiros por ano e é a doença circulatória que mais leva pessoas ao PS, é necessário que o profissional siga um protocolo específico.

Primeiro os mais graves

As ocorrências que envolvem o coração também recebem um atendimento especial. Se a suspeita for um infarto – problema que, segundo dados do Ministério da Saúde, acomete 300 mil pessoas no Brasil todos os anos, e em 30% dos casos é fatal -, cada minuto conta. Por isso, o Hospital Leforte oferece um centro modelo em São Paulo para o atendimento emergencial de infarto, onde o paciente é prontamente atendido e submetido ao protocolo de dor torácica, que tem o respaldo do que há de mais moderno em exames e procedimentos para analisar e cuidar da saúde do coração, como ecocardiografia tridimensional e cateterismo.

A ideia de desenvolver formas de triagem para o atendimento nos PSs, tais como o Protocolo de Manchester, se baseou em um processo iniciado nos tempos de guerra, quando havia necessidade de separar os feridos de acordo com a gravidade dos casos para salvar o máximo de vidas possível. No que diz respeito à demanda, atualmente o cenário é similar, já que a quantidade de pacientes é maior do que a capacidade imediata do serviço médico. Assim, o paciente é atendido de acordo com a complexidade de seu estado e não pela ordem de chegada ao hospital, como já aconteceu no passado.

Pelo celular

No Hospital Leforte, o atendimento começa antes de chegar ao hospital

Com a rotina diária cada vez mais agitada, praticidade e agilidade são fundamentais na prestação de serviços. E isso também é válido na área da saúde. Por isso, o Leforte desenvolveu um aplicativo que permite ao paciente agendar exames e consultas online, via smartphone, de acordo com suas necessidades e preferências. Outro recurso do app é o check-in no pronto-socorro. Com ele a pessoa inicia seu atendimento antes mesmo de chegar ao hospital.

Em um processo semelhante ao check-in dos aeroportos, o paciente abre sua ficha pelo aplicativo, inserindo dados pessoais. Ao chegar ao estabelecimento, basta apresentar no totem o código gerado pelo app para dar sequência ao atendimento.