Deloitte

Soluções de governança corporativa para seus desafios de negócios

Live

A Agenda 2020 – pesquisa abrangente da Deloitte que mostra as expectativas do empresariado para o desempenho das organizações e para o País – indica que sete em cada dez entrevistados estimam que os negócios terão um bom ano em 2020. Participaram do estudo, recém-divulgado, representantes de 1.377 empresas, cujas receitas somam R$ 3,5 trilhões, o equivalente à cerca de metade da riqueza gerada no Brasil.

“A pesquisa é bastante robusta e foi respondida por um nível expressivo de executivos, de tomadores de decisão. A edição deste ano traz três pilares importantes nos quais as empresas precisam e devem continuar investindo”, afirma Altair Rossato, CEO da Deloitte, que participou de debate na TV Estadão para apresentar os principais resultados do relatório.

“Em primeiro lugar, aparece a tecnologia – hoje é impossível para uma empresa continuar e sobreviver, à luz de Indústria 4.0 e mercado digital, sem investir nessa área”, continua Rossato. O item foi indicado por 74% dos entrevistados.

“Em segundo, temos a capacitação de pessoas: é preciso formar um novo tipo de profissional, há uma necessidade diferente diante da economia digital [investimentos em treinamento e formação foram destacados por 73% dos pesquisados]. E o terceiro é investir em novos produtos e serviços”, aponta, destacando as áreas de pesquisa e desenvolvimento. Esse ponto recebeu a atenção de 58% dos entrevistados.

Outro dado que sinaliza o otimismo do empresariado é a indicação de que esses investimentos podem ser acompanhados por outros, de maior impacto estratégico, caso a economia apresente sinais mais positivos de recuperação em 2020. Compõe esse cenário, diz Rossato, cada um dos itens mencionados sobe para quase a totalidade dos pesquisados – novas tecnologias receberiam investimentos de 94% e a formação de funcionários, de 93%.

“Teríamos, então, uma segunda onda de investimentos previstos, como a compra de máquinas e equipamentos, a abertura de novos pontos de venda e novas plantas, caso o cenário econômico se revele mais robusto”, explica o CEO. Também apareceram na pesquisa de abertura de capital. O número de empresas que indicam a intenção de fazer um IPO, 34, é recorde na série histórica da pesquisa.

Em relação a contratações, a Agenda 2020 aponta que, em caso de manutenção econômica e política, 18% dos empresários podem aumentar suas equipes de funcionários. “No cenário de melhora, esse número sobe a 58%”, diz Rossato, acrescentando que entre os 41% dos empresários que não pretendem contratar – apenas manter e substituir suas equipes – um terço o farão como resposta à robotização e à chegada novas tecnologias. Muitas substituições, então, virão da necessidade de ter pessoas mais qualificadas.

O papel de suporte do Estado para ajudar a construir um cenário positivo para os negócios, a economia e o avanço social é destacado na Agenda 2020 pela maioria dos entrevistados – especialmente, na geração de empregos e na Reforma Tributária, fundamentais para fazer girar a roda da economia. “A pesquisa mostra que o País tem uma necessidade, uma expectativa de que o governo se mova em algumas direções, como a Reforma Tributária, a Reforma Trabalhista e os marcos regulatórios. Há muito espaço de melhora para aumentar a competitividade do País”.

Nesse sentido, oito em cada dez entrevistados apontam que gerar mais empregos deve ser a grande prioridade do governo para o crescimento da economia em 2020. E, para 95% dos respondentes, a Reforma Tributária deve ser uma prioridade para o estímulo a um ambiente de negócios mais dinâmico e competitivo. Foram citados ainda na Agenda 2020 como ações importantes para estimular a atividade econômica os investimentos em infraestrutura e logística, (57%), maior abertura do comércio exterior (54%) e aumento do número de concessões e leilões (52%).

Diante destas perspectivas de crescimento, surgimento de novos negócios e gestão de compliance cada vez mais complexos – frente ao cenário regulatório também mais exigente – o sócio da área de Risco Regulatório da Deloitte, Ronaldo Fragoso, que também participou da mesa-redonda na TV Estadão, defende o uso de novas tecnologias para que as empresas enfrentem tais desafios com mais eficiência.

“Ferramentas como inteligência artificial e robótica, que capturam informações de bases de dados com mais eficiência, ajudam a as empresas a se adaptarem às mudanças regulatórias de forma mais ágil. A inteligência trazida pela tecnologia aprimora a tomada de decisão e acompanhamento das novas regulamentações”, explica Fragoso.

Para Fragoso além da adoção de inovações tecnológicas, é preciso também qualificar os profissionais com as competências necessárias para atuar nesse cenário. Confira o debate completo!

mais vídeos