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Blockchain: muito além do setor financeiro

Consolidado no setor financeiro, o blockchain vem sendo observado de perto por outras indústrias, que procuram analisar (e compreender) funcionamento, aplicabilidade e vantagens. Normalmente associado ao bitcoin, o blockchain é um sistema de registros que garante a segurança e a integridade das operações realizadas, sem a necessidade de uma autoridade central. Hoje, tem aplicações variadas, tanto no exterior quanto no Brasil e seu uso vem ocorrendo de maneira inovadora.

O tema integra a mais recente fase dos debates conduzidos pelo Fórum Econômico Mundial, para entender a evolução das tecnologias disruptivas e seus impactos na indústria de serviços financeiros. O Relatório “The future of financial infrastructure – An ambitious look at how blockchain can reshape financial services” foi organizado pela instituição, em conjunto com a Deloitte, para aprofundamento do assunto e discussão de suas aplicações.

“Ao criar uma infraestrutura distribuída que garante a imutabilidade das transações, o blockchain dá transparência aos processos, elimina assimetrias de informação e garante autonomia na execução de acordos previamente negociados, com parâmetros claramente estabelecidos”, afirma Paschoal Baptista, sócio-líder de TI para a indústria de serviços financeiros. O consultor explica que as características do blockchain são aplicáveis em praticamente todas as indústrias, ainda que suas funções adquiram contornos distintos em cada uma delas.

Na prática

A tecnologia pode proporcionar o compartilhamento de informações, eliminando intermediários e tornando as operações mais ágeis. O blockchain permite a transferência de ativos entre as partes de maneira confiável, por meio de uma rede de computadores e sem depender de terceiros que atuem apenas como elementos confiáveis de facilitação.

As transações são gravadas em um repositório público à prova de fraudes, organizado em blocos cronológicos. Todas as partes de uma transação podem acessar esse repositório, e ele permite transparência, registros imutáveis e execução autônoma das regras de negócio, com possibilidades superiores de automação.

“Bancos e outras instituições financeiras serão capazes de aumentar a velocidade com que as transações são feitas, diminuindo os custos e oferecendo serviços mais eficientes para todos. Por exemplo, enviar uma quantia para qualquer lugar do mundo será quase instantâneo”, diz Baptista.

Blockchain: muito mais que TI

Paschoal Baptista alerta que blockchain não é um assunto apenas de TI e deve envolver todas as áreas da empresa, para que seja adequadamente explorado dentro dos mais diversos contextos de negócio.

Esclarece ainda que, como toda nova tecnologia transformadora, a sua aplicabilidade, em muitas situações, requer um grau de colaboração muito grande entre incumbentes, reguladores e startups, o que traz complexidade adicional, tornando sua implementação mais demorada. “De qualquer forma, a Deloitte entende que é o momento adequado para que as empresas compreendam o conceito de blockchain, seu poder transformador e avaliem eventuais impactos sobre o seu negócio”.

“É importante discutir o tamanho da implementação, a oportunidade e conveniência de criar ou associar-se a consórcios, como fizeram os bancos, associando-se à R3 (organização que congrega mais de 100 instituições financeiras ao redor do mundo)”, pondera.

Muito a avançar

Segundo Paschoal Baptista, o ambiente regulatório, por enquanto, é incerto, e as normas estão apenas começando a ser desenvolvidas. “Estruturas jurídicas formais não existem. Tudo isso atrapalha a implementação em grande escala. E há, ainda, os desafios típicos da transformação”, comenta Baptista.

Entre desafios e avanços, o consultor destaca também a associação entre IoT (Internet das Coisas) e blockchain. “Neste novo cenário de sensores viabilizando a comunicação entre devices (dispositivos móveis), o blockchain pode servir como ponto central para autenticá-los, de maneira a permitir a condução de transações de negócio seguras e automatizadas”.

“O blockchain é uma das muitas tecnologias que, junto com robotics, computação cognitiva, big data/analytics, IoT e cloud, serão propulsoras das grandes transformações que já estão acontecendo e em velocidades maiores do que já tivemos até hoje”, finaliza.

Para ler o relatório “The future of financial infrastructure – An ambitious look at how blockchain can reshape financial services” e outros estudos da Deloitte, acesse: https://www2.deloitte.com/br/pt.html

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