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Auditoria interna conquista abrangência nos temas estratégicos

Ano após ano, a área de auditoria interna vem ganhando maior influência e relevância nos negócios. Se antes o seu papel era mais tático-operacional, hoje conquista abrangência nas áreas vinculadas aos principais temas estratégicos das empresas.

A edição 2017 da pesquisa “Tendências para a Auditoria Interna”, realizada pela Deloitte, aponta que seu impacto e sua influência crescem quando a auditoria interna prioriza áreas de maiores riscos, importância e preocupação para as estruturas-chave da organização, como conselhos, comitês, alta administração, diretoria e investidores.

O estudo identifica onze temas de alto impacto para a auditoria interna, além de explicar porque tais questões são relevantes para os stakeholders e como a área deveria abordá-las em seus planos futuros.

Temas de impacto:

  1. Planejamento Estratégico
  2. Gestão de Terceiros
  3. Analytics
  4. Compliance
  5. Segurança Cibernética
  6. Fiscal e Tributário
  7. Gestão de Capital de Giro
  8. Riscos Emergentes
  9. Sustentabilidade
  10. Marketing e Publicidade
  11. Novas formas de reportar

Alex Borges, sócio da área de Risk Advisory e líder da Prática de Auditoria Interna da Deloitte no Brasil, destaca fatores vitais para o desenvolvimento do trabalho e o papel da auditoria:

  • conhecimento da estratégia da organização;
  • ciência dos riscos empresariais aos quais a organização está sujeita;
  • entendimento quanto à gestão do capital de giro dessa organização.

“Diante dessas três atribuições e da necessidade de conciliá-las, o auditor interno precisa ter em mente seu papel e sua responsabilidade, questionando-se: como reportar tal informação? Qual a relevância da referida informação e qual o seu impacto para o capital de giro?”, destaca Borges.

Desafios da auditoria interna

O consultor explica que a auditoria interna não pode perder a visão estratégica do negócio e destaca a importância do timing da informação: “o relatório de auditoria interna precisa fornecer elementos atualizados para a tomada de decisão”.

Nesse sentido, Mercedes Stinco, diretora de Auditoria Interna da Natura, destaca a necessidade de a área contar com mais informações e radares, para atuar de forma mais preditiva. Como desafio, cita a tarefa de lidar com a velocidade de transformação do ambiente de processos e respectivos controles. “Se quisermos agregar valor ao negócio, precisamos ter a capacidade de capturar mudanças e seus respectivos impactos, tendo obviamente critérios bem definidos de impacto e probabilidade para podermos apontar questões relevantes”.

Além da importância da informação e do impacto do seu reporte às áreas envolvidas, Alex Borges destaca outro aspecto que ganha cada vez mais relevância, em função do aumento das exigências regulatórias: a gestão de relacionamentos, sobretudo de terceiros. “Os conselhos e comitês de auditoria, risco e compliance têm questionado fortemente seus executivos de auditoria interna sobre os riscos associados a terceiros. Adicionalmente, órgãos reguladores, clientes, investidores e a mídia têm demonstrado a mesma preocupação”.

Maior influência requer especialização

O aumento da influência da área de auditoria interna e do seu impacto nos negócios exige dos principais executivos maior especialização para que possam contribuir e discutir temas relevantes para a empresa.

“Nosso escopo de atuação é global e envolve a participação do executivo na construção dos planos de trabalho, da incorporação do plano estratégico, dos mapas de riscos, de entrevistas com alta administração e conselheiros, enfim, de todas as informações que estiverem ao nosso alcance”, declara Mercedes Stinco.

“Em contrapartida, entendo que a influência que exercemos não é uma conquista individual. Há várias áreas que atuam em prol de um ambiente de controle interno confiável, e a integração das três linhas de defesa (Gestão de Riscos e Compliance, Controles Internos e Auditoria Interna) é fundamental para atingir o resultado e influência esperada. A empresa reconhece o valor de todas as linhas de defesa, tendo como objetivo seu fortalecimento, e espera que essas frentes atuem de forma coordenada e coesa, atingindo desta forma os melhores resultados possíveis”, conclui a executiva.

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