Revista SIM

01 de outubro de 2018

Juntos, avançamos mais rápido

Os veículos brasileiros vão se tornar mais seguros e mais eficientes nos próximos anos, incluindo motores elétricos e sistemas de assistência ao motorista, que representam os primeiros níveis dos carros autônomos. O Programa Rota 2030, que prevê incentivos fiscais para investimentos em inovação na indústria automobilística, será um importante indutor dessas tecnologias no Brasil. Mas seu desenvolvimento dependerá também da colaboração entre as diferentes indústrias que compõem o setor de transportes e de investimentos públicos e privados na infraestrutura rodoviária.

As opiniões são de Antonio Megale, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que falou sobre esses temas em entrevista à revista SIM. A seguir, os principais trechos:

Incentivos à inovação

“O programa Rota 2030, que será votado nos próximos meses, vai acelerar inovações que aumentam a eficiência e a segurança dos veículos. Ele estabelece um cronograma para que importantes itens de segurança se tornem obrigatórios e terá impacto importante na redução de acidentes.”

Veículos elétricos e autônomos

“No Brasil, veículos totalmente elétricos devem demorar a chegar, pelo alto custo, mas os híbridos flex, veículos que combinam motores a combustão e elétricos, são uma solução bastante adequada à nossa realidade. Veículos totalmente autônomos devem ficar restritos por um bom tempo a ambientes controlados, como a agricultura, mas algumas tecnologias que eles utilizam já começam a chegar aos veículos produzidos aqui e outras serão incorporadas nos próximos anos. Sistemas que auxiliam o motorista e aumentam a segurança no trânsito, como alerta de saída de faixa e frenagem de emergência, estão entre eles.”

A importância da infraestrutura

“Para aproveitarmos os benefícios dessas inovações, precisamos de investimentos em infraestrutura. Veículos elétricos precisam contar com postos de recarga nas rodovias. Um dos nossos grandes desafios é aumentar os investimentos em infraestrutura.”

União de forças

“Diferentes indústrias que participam da cadeia dos transportes devem se unir em torno das inovações que trazem mais eficiência e segurança ao trânsito. A colaboração entre a indústria automobilística, as empresas de tecnologia, as startups, as administradoras de concessões rodoviárias e os órgãos públicos é fundamental para superarmos os desafios e aproveitarmos as oportunidades que essas tecnologias oferecem a todos.”

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